Curioso fato acontece em nossas escolas, e com esquisita frequência: pressupõe acelerar quem deveria ficar retido, e tende a reter quem revela consistente potencial a um desempenho acadêmico elevado. Tudo isso indica, forma e limita o aluno pela média, para a média e enquanto média. Os extremos são colocados de lado, desprezados enquanto não incluídos neste eterno ciclo do mesmo. Não trata os desiguais como desiguais, mas a todos igualam para instrumentalizar melhor este conceito frustrado de educação emancipatória. Os extremos caem numa desastrosa retórica: enquanto exceção, confirmam a triste regra. Mas é fundamental que, para mudar esta realidade, seja imprescindível à exceção subsistir enquanto tal.
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