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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Dias virão em que o professor terá orgulho de si, e não deixará medir sua importância no mundo pela métrica do dinheiro, salário, abono, remuneração. Sonho com este dia, em que vejo esse professorado feliz, com elevada autoestima, sem afetações de orgulho ou falsa humildade, plenamente consciente de si e bem consciente de sua posição no mundo, de sua postura política, moral, social e "humana". Um professorado que tem por motivação constante a busca sincera pela verdade, e a coragem de transmiti-la. Um professorado que, olhando para trás, se orgulha do que fez, porque nunca olhou para trás quando ainda não havia alcançado o seu sonho. A sociedade dele depende. O professor é este tesoureiro da cidadania. Do mais modesto ao mais eminente homem, todos passaram por sua antessala, que é um ensaio do mundo, a moldura da sociedade. Cabe a ele formar a imagem fiel do homem bem sucedido ou sua hedionda caricatura. Mas que este último não aconteça nas mãos deste professorado feliz.

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