Pesquisar este blog

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A escola desempenha um papel importantíssimo na sociedade que se presume aprendente. Possuindo potencial metafísico e inclinação à criatividade, seu produto mais premente e historicamente original é o aluno idílico, incorpóreo, intangível. As metáforas não param por aí: aluno inflável, movido a hélio, rarefeito, que se desenvolve rumo à axiologia do nada. Fiel às suas origens, este imaginário aluno possui uma essência epistemológica curiosa. Sim, essência tanto no sentido de origem, singularidade, razão de ser ou (não ser), quanto questão de atributo, característica, cognoscível por razões estéticas. A Educação retesou seu velho bodoque, mirou aonde o nariz apontou, lançando infindos dardos no espaço-tempo; e por falta de precisão, atirou todos no vazio, no intangível, acertando-o em cheio! Até porque se o incorpóreo encontra-se em toda parte, é possível que não se faça notar em lugar nenhum. Aquilo a que chamamos de "nada" ou de pouca importância, parece fazer muito sentido na ciência (enquanto saber) do educar. E este nada é você, oh imaginário, sim, você, que diz ser alguma coisa, contrariando toda hermenêutica, porquanto presume ser o que é propriamente. E desta forma, escola te cerca e te apreende! A realidade, em toda sua bela consciência e vontade, ainda que escusada, ignorada num canto qualquer, passa em branco com seu vivaz colorido. Falo deste canto na perspectiva Drummoniana, visto duma poética janela chamada ponto de vista, introspectivo, por sinal, mas bem preciso. E este canto é o mundo. O seu mundo, com seus significados. A janela, não sei de quem... Oh funesta Educação, que em sua triste realidade e tão pobre de realismo, não lida bem com abstrações! Uma covardia e tanto! Todo algo sem forma vaza e intenta assumir a forma das coisas definidas, mesmo sendo estas de difícil ou nenhuma definição idiossincrásica. Oh educação que não se define! Perderá toda sua essência concreta, sólida e perene, inclinando-se, por necessária conclusão e consequência, ao ilusionismo (uma desonestidade intelectual, pois a mente foi feita para conhecer a realidade e a verdade), afastando-se até mesmo de padrões filosóficos, que exige uma definição radical, rigorosa e de conjunto daquilo que é em si mesmo, da sua razão de ser.

Nenhum comentário:

Postar um comentário