Existem professores e professores. Nesta diferenciação vou atentar meu texto e indicar toda sua conotação. Há quem lecione por prazer, há quem por dever leciona. Há quem tem prazer no ensino, mas leciona mal. E os que ensinam mal sem prazer algum? Há o que faz de si grande amigo, e outros que fazem os demais, inimigos. Alguns incentivadores, outros, demolidores de sonhos. Uns possuem trato com criança, de outros não se diz o mesmo: num só vacilo o aluno dança. Mesmo sendo adultos, tratam-nos como criança.
Detenho me na infância. Vejo-me nela. Dela colho inocência, de muitos só vejo arrogância. Dela, sinceridade. Deles, farisaísmo com a verdade: tudo deve ter forma e procedimento. Mas enquanto criança, recolho como brinquedo meu entendimento, devolvo numa caixa qualquer, afoitamente tropeço numa criatividade bem ali, esquecida no corredor - sendo eu tão distraído no ensino, quase o destruo...sou aluno, ora pois! Meu medo agora é de brincar com a verdade. Agora já está bem acomodada numa caixa qualquer, pois tenho hora, tempo e lugar para instrumentalizá-la, enquanto sou temerosamente assistido numa brincadeira cuja regra eu não criei.
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