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domingo, 5 de outubro de 2014

EXCLUDÊNCIO


Era uma vez um aluno chamado Excludêncio. Matriculado, um ser de rara frequência escolar, inventou ser hostilizado pelos companheiros. Das moças bonitas tiram-se-lhe os dentes, por inveja. Ao Excludêncio, mostram-se-lhe os dentes, por inveja. Excludêncio era inteligente. Gostava de entrar na sala de aula e debater ideias, mas se entediava ao extremo com pseduperguntas acadêmicas do tipo "o que é o que é", ao invés de responder "por que é porque é?!". Entopem o pobre coitado com textos simples que narram e explicam o óbvio, mesmo sabendo que o essencial é invisível aos olhos. Inclusive à leitura do óbvio. 

Excludêncio é acusado de levar seu curso no "lepo lepo", na brincadeira. Quando falta, perde o respeito dos demais. Mas quando presente, não se torna merecedor dele. Quando calado é um bom aluno. Quando questiona, provoca primitivos sentimentos a homens e mulheres presumidamente polidos e socializados, desde aqueles cultos aos que se presumem ser. Excludêncio ouviu dizer de uma mãe que ele não seria bom professor de seu filho, por lhe faltar "empenho". Mas resolver todos os exercícios para esta mãe, ah, isso sim ele pode, e com que confiança! Pobre Excludêncio.

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