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domingo, 5 de outubro de 2014

Mais dúvidas pedagógicas...


1. Se um deficiente intelectual congênito, depois de muitos anos de improficiência no entendimento das coisas, for "curado", despertando a um estado normal de inteligência, será que ele aprenderia melhor pelo fato de possuir maior capacidade, ou terá dificuldade de aprender novas coisas, pelo fato de sua compreensão anterior ter restringido bastante suas referências de aprendizagem (assimilação e acomodação)? Sua zona de desenvolvimento real será maior que a sua zona de desenvolvimento proximal?
2. A lei assegura a todos os alunos o acesso e universalização do ensino, ao passo que exige sua identificação civil (nacionalidade e naturalidade) para ser matriculado. E se na escola houver um aluno apátrida, ele seria educado ou ensinado, alfabetizado ou letrado como "aluno", cidadão ou pessoa? E se esse aluno cometer ato infracional, como será punido, sem o devido registro civil?
3. Se um aluno perder todos os sentidos, desde que não perca a consciência, presumo que ele ainda possa aprender. Mas como se daria este aprendizado, se tudo o que "alimenta" a mente vem necessariamente pela representação, ou seja, de maneira mediata? Mas como não aprenderia, se ainda mantém a lucidez?

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